Qual é a diferença entre um Consultor de Investimentos e um Agente Autônomo (AAI) de Investimentos?

Todos que desejam entrar no mercado financeiro certamente já ouviram sobre essas duas áreas que geram grandes oportunidades de crescimento na carreira. As atribuições de um consultor de investimentos e de um agente autônomo de investimentos são motivo de confusão para muita gente.

 

Se por um lado elas passam a impressão de serem semelhantes, na prática possuem funções e atividades bem diferentes uma da outra.

 

Pensando em esclarecer de uma vez por todas o escopo de atuação de cada uma dessas profissões, nós escrevemos essa matéria onde você vai poder conhecer como funciona cada uma destas áreas – desde o cálculo para saber a média salarial até o dia a dia no mercado.

 

 O que faz um agente autônomo de investimentos?

 

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agente autônomo de investimento é responsável por realizar transações financeiras entre corretoras e investidores. De maneira figurativa, ele atua como uma ponte entre estes dois canais – distribuindo e mediando ativos.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (que regula o setor), o agente autônomo de investimentos pode exercer as seguintes atividades:

  • Captação de clientes;
  • Recepção, registro e transmissão de ordens para os sistemas de negociação;
  • Oferecimento de informações sobre os produtos disponíveis e sobre serviços prestados pela instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários que contratou o profissional.

 

Isso significa que as principais atividades de um AAI se desdobram na captação e prospecção ativa de novos clientes para a corretora, registro e transmissão de ordens para o sistema de negociação, e fonte de informação para os clientes sobre os produtos de investimentos e serviços prestados.

Como é calculado o salário de um AAI?

 

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A renda do agente autônomo de investimentos é formada por uma fração da comissão do intermédio dos investimentos realizados entre a corretora e o cliente, visto que uma parte da comissão é paga ao escritório na qual ele é associado.

 

Apesar do nome, esses profissionais não são completamente “autônomos”, pois precisam sempre prestar seus serviços vinculados a uma instituição financeira e indicam somente produtos que a instituição à qual ele está vinculado oferece.

 

Dessa forma, a remuneração desse profissional depende do valor dos investimentos que são captados.

 

Em média, a receita anual de um agente autônomo varia entre 0,4% e 1,6% de todo o dinheiro que ele capta. Um profissional bem-sucedido que consiga montar uma carteira de clientes que, tenha um patrimônio aplicado de R$ 50 milhões, por exemplo, poderá alcançar uma remuneração anual de até R$ 750 mil.

 

Ou seja se você tem vários clientes e todos eles possuem investimentos somando R$100 milhões, você pode ganhar até R$1.600.000 no ano.

 

Quais são os requisitos para se tornar um AAI?

 

O primeiro passo para se tornar um AAI é  passar na prova da ANCORD.

 

A prova de certificação é eletrônica e acontece em todo o território nacional, conforme a disponibilidade de locais homologados pela FGV. São centenas de cidades ao redor do Brasil (veja aqui a lista).

 

O exame tem duração de 2h30 e consiste numa prova de conhecimentos específicos, composta por 80 questões objetivas de múltipla escolha, com 4 alternativas cada uma, abordando conteúdos ligados ao mercado financeiro e ao mundo dos investimentos.

 

Será considerado aprovado o candidato que obtiver no mínimo 70% de acertos na prova – ou seja, ao menos 56 acertos. Atualmente o valor de inscrição é R$460.

 

Depois de passar na prova, você se registra na CVM e pode fazer um contrato com uma corretora ou entrar em uma empresa de agente autônomos já registrada na Comissão de Valores Mobiliários.

 

Muitos profissionais que ingressam nessa área possuem formação em comunicação, administração, economia e contabilidade, mas não há nenhum tipo de obrigatoriedade quanto à formação acadêmica dos agentes autônomos de investimentos, eles devem apenas ter ensino médio completo e conhecimento técnico sobre o mercado de investimentos.

 

O que um AAI não pode deve fazer?

Os principais deveres, responsabilidades e atribuições dos agentes autônomos de investimento podem ser vistos na Instrução CVM 497.

 

No que se refere a normativa, destacam-se as seguintes regras:

 

  • exclusividade de atuação do profissional com apenas um intermediário, ressalvada a exceção relativa à distribuição de cotas de fundos de investimento (art. 13, inciso I, combinado com os §§ 2º e 3º).
  • transparência no propósito de atuação e na condição de relacionamento com os investidores e o intermediário contratante (art. 11 e § 1º).
  • vedações no exercício de outras atividades que ofereçam conflitos de interesse (art. 13, § 1°).
  • no tocante à delegação a terceiros, total ou parcial, da execução dos serviços que constituam objeto do contrato celebrado com a instituição (art. 13, inciso VI), e, especialmente, a obrigatoriedade da submissão do agente autônomo de investimento às regras impostas por entidade credenciadora autorizada pela CVM (art. 18).

 

Porque trabalhar como AAI?

 

No Brasil apenas 5% dos investimentos estão em corretoras e plataformas independentes. Só para você ter uma ideia, Nos Estados Unidos, 87% dos investimentos estão em corretoras independentes e apenas 13% em bancos.

 

No Brasil ainda existem cerca de 1 trilhão de reais aplicados em contas de poupança e outros investimentos pouco rentáveis.

 

Esse percentual reflete como o mercado de Agentes Autônomos de Investimentos ainda deve crescer no país.

 

Quer conhecer mais sobre o mercado de assessoria de investimentos?

 

Já pensou na possibilidade de você aprender a ser um profissional de excelência diretamente com os AAIs, consultores e sócios de empresas que são destaques no mercado?

 

Recentemente realizamos uma a Semana do Futuro dos Assessores de Investimentos com a participação das maiores empresas de assessoria do país. Te convido a assistir para que você conheça de forma um pouco mais profunda como é a atuação destes profissionais, o principais desafios e o que os profissionais de maior sucesso fizeram para se destacar.

 

 

Para assistir a todas as lives, acesse a playlist no link abaixo:

 

Clique aqui para assistir a Semana do Futuro dos Assessores de Investimentos.

 

O que faz um consultor de investimentos?

 

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consultoria de investimentos é um serviço personalizado, oferecido pelo consultor, que se caracteriza pela indicação de investimentos de acordo com o perfil, objetivo e as necessidades do investidor.

 

Antes de recomendar os produtos financeiros, o consultor de investimentos faz uma análise completa do perfil, objetivos do cliente e seu portfólio de investimentos, caso haja. Dessa forma, o consultor tem condições de oferecer soluções mais personalizadas, desenhadas especificamente de acordo com o perfil do cliente.

 

A atuação do consultor de investimentos é independente. Com isso, de acordo com a CVM ele não pode ser contratado por nenhuma corretora ou instituição financeira e suas indicações de produtos devem ter um único critério: os objetivos e metas financeiras dos clientes.

 

O consultor de investimentos também precisa ter total conhecimento do mercado financeiro, pois ele atuará com análises de ativos, acompanhamento de estatísticas e indicadores de composição de carteiras e portfólios.

 

Dependendo dos serviços que o cliente solicitar, o consultor de investimentos também faz um acompanhamento para manutenção da carteira, o que ocorre principalmente em períodos de sucessão patrimonial. Afinal, podem surgir novas oportunidades, outros objetivos e mudança de cenário econômico.

 

Como se tornar um consultor de investimentos?

 

O consultor de investimentos precisa ter ensino superior completo, mas segundo a Comissão de Valores Mobiliários, não necessariamente no setor de finanças. Porém, você precisa ter conhecimentos financeiro e contábil, saber fazer análises de indicadores e leitura de estatísticas para avaliar as melhores aplicações para seu cliente.

 

Se o postulante a função de Consultor já tem familiaridade com o mercado financeiro e graduação completa, é preciso ser aprovado no exame da CVM para obter a certificação.

 

Se aprovado no exame que tem 70 questões ( para conseguir a aprovação o candidato precisa acertar mais de 70% da prova ). O custo de inscrição para prova do CEA é de R$860.

 

Essas provas têm o conteúdo voltado a questões técnicas do mercado financeiro, matemática financeira, ética e regulamentações da Anbima.

 

Quanto ganha um consultor de investimentos?

A remuneração do consultor de investimentos pode ser feita de diferentes formas, mas é importante de entender que ele não recebe comissões pelas indicações. A forma de remuneração geralmente é alinhada de três maneiras:

 

Remuneração fixa = Cliente e consultor acordam um valor de pagamento fixo enquanto durar a prestação de serviços de consultoria.

 

Percentual pré-acordado = Uma outra forma de remuneração é a pré-acordada. Neste método o consultor cobra uma percentual em relação ao patrimônio investido. Por exemplo, você cuida de R$ 100 mil em aplicações do seu cliente e a sua remuneração é de 1% desse valor.

 

Receita recorrente = Segundo a CVM, o consultor de investimentos pode cobrar seu pagamento por meio de taxa de performance (comumente usada em alguns fundos de investimentos quando o beanchmark é ultrapassado). Isso quer dizer que o valor ou porcentagem da valorização segue o comportamento dos resultados da aplicação dos clientes.

 

Agente autônomo x consultor de investimentos

 

Muito embora essas funções se assemelhem em uma primeira análise, uma avaliação aprofundada demonstra que existem várias diferenças no trabalho desenvolvido pelo agente autônomo de investimento e pelo consultor de investimentos.

 

A seguir vou contrapor as principais diferenças entre o escopo das atuações.

 

Enquanto o consultor de investimentos pode recomendar, orientar e aconselhar o seu clientes sobre quais ativos ele deve comprar (dependendo do seu perfil de risco), o agente autônomo  apenas fornece informações sobre os produtos disponíveis e serviços prestados pela instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários em que ele trabalha.

 

O consultor de investimentos CVM é remunerado pelo cliente quando faz suas recomendações em relação aos investimentos. Esse profissional não pode ter vínculo com nenhuma instituição que presta os serviços financeiros. Ou seja, trata-se de um profissional mais independente do que o AAI.

 

Por outro lado, o agente autônomo não é remunerado pelo cliente, mas sim pela instituição financeira que o contratou. O profissional pode esclarecer dúvidas sobre os investimentos da instituição e como está vinculado a esse estabelecimento, não pode atuar de maneira independente, como um consultor atuaria.

 

O consultor de investimentos atua como um profissional autônomo e sua remuneração depende do número de clientes que adquire e que o pagam para receber seus aconselhamentos.

 

O agente autônomo recebe pela instituição que trabalha e pode receber remunerações maiores se conseguir fazer os clientes investirem em determinado produto que a instituição oferece.

 

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Sobre o Autor

Felipe Oliveira

Publicado em 13/11/2020

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