Manual de como parar de fazer vergonha no processo seletivo

Imagine a seguinte situação: você é um estudante universitário, sempre teve o interesse no mercado financeiro. Descobre então que um banco de investimento oferece uma oportunidade de estágio na área de mercado de capitais. O banco é um grande conglomerado do mercado brasileiro, famoso pela forte remuneração e crescimento dos seus melhores profissionais.

Você envia o currículo e, três dias depois, é chamado para o processo seletivo. Na primeira etapa você faz uma prova de conhecimentos gerais. Na segunda etapa uma pequena dinâmica de grupo. Você sai confiante que deixou uma boa impressão. Dois dias depois a certeza! Vem o convite para as entrevistas finais.

A última etapa reúne apenas os cinco melhores candidatos até o momento e você foi selecionado. A atividade consiste em cada um dos candidatos se apresentar e provar que ele deve ser o escolhido para a vaga. Você fez o dever de casa e estudou muito sobre a empresa. A confiança é alta!

“Tenho 20 anos, sou estudante de engenharia, estou no quinto período e tenho um CR de 7.5. Tenho fluência no inglês e domino o excel. Sempre tive interesse pelo mercado financeiro e estou muito motivado pela oportunidade de trabalhar aqui.”

Com uma mensagem objetiva você deixou uma ótima impressão junto aos profissionais do banco.

Falta o último candidato e é a vez dele.

“Tenho 21 anos e sou estudante de engenharia. Tenho fluência no inglês, domino o excel e o VBA. Eu tenho muito interesse em trabalhar no banco, em especial na área em questão. Eu busquei estudar sobre o funcionamento das diversas linhas de negócio do mercado e tenho particular interesse pela área de mercado de capitais. Eu tive a oportunidade de vivenciar estudos de casos aplicados ao mercado financeiro. Nos cases eu entendi como funciona a decisão de uma empresa buscar recursos via ações, emitir e renegociar uma dívida e o papel do banco de investimento como parceiro das empresas. Eu pretendo começar a estudar para o CFA em breve e a oportunidade de hoje está completamente alinhada aos meus objetivos profissionais.

Prova do meu interesse no mercado financeiro é que, apesar da minha restrição financeira, eu busquei a Proseek para entender sobre o funcionamento das linhas de negócio que o mercado oferece. Lá eu tive a oportunidade de estudar com excepcionais profissionais e vivenciar a realidade das empresas nos diversos estudos de casos. Nos cases eu entendi como funciona a decisão de uma empresa buscar recursos via ações. Pude também emitir e renegociar uma dívida e a o papel do banco como parceiro das empresas. Eu pretendo começar a estudar para o CFA e a oportunidade de hoje está completamente alinhada aos meus objetivos profissionais.”

Dois dias depois você recebe o e-mail de agradecimento pela participação no processo seletivo. A vaga não é sua e um fator determinou a sua não entrada para o mercado: a sua instituição.

Seus amigos de faculdade, muita gente que acaba conhecendo a Proseek muitas vezes acaba com uma dúvida:

A Proseek entrega mesmo aquilo que ela tanto fala?

No meio do mercado de ensino é às vezes complicado você provar para o aluno que a jornada dele vai valer a pena, que ele não vai jogar dinheiro fora. E isso tem sido uma das principais diferenças de qualquer um dos nossos cursos. Você pode pegar qualquer um deles e ver que tem uma preocupação de como o aluno vai lidar com aquele conteúdo.

A gente não quer socar um conteúdo na cabeça de ninguém, entende? O nosso objetivo é fazer o cara sair daqui profissionalizado e conforme a jornada dele, já empregado.

Então só para explicar um pouco mais como isso funciona para você que está lendo esse artigo e quer detalhes de como a gente trabalha, eu vou te ajudar.

A metodologia Proseek

A metodologia da Proseek nasceu para tentar extrair e desenvolver no aluno a capacidade dele resolver problemas práticos do dia-a-dia das empresas. Em vez de ele esperar para ter uma aula clássica e esperar o professor passar o conhecimento, a gente dá o conteúdo para que ele faça, para que ele estude previamente, por uma videoaula.

Isso permite que ele estude essa videoaula quando ele achar melhor. Depois disso, ele testa os conhecimentos dele, os conhecimentos adquiridos, em uma plataforma de ensino adaptativo. E essa plataforma, primeiro: dá autonomia para ele fazer as questões direto, caso ele se considere conhecedor do assunto. Mas caso ele não seja conhecedor do assunto, que é o que acontece na maioria das vezes, sem problemas. Sempre que ele erra uma questão, a gente mostra para ele o que ele deveria rever.

Claro… A gente conta com um grau de maturidade do aluno. Isso para que ele entenda a importância de rever esse conteúdo.

Bem, adquirido esse conhecimento na videoaula, ele vai para a experiência presencial para conseguir participar de algum estudo de caso. Estudo de caso esse que envolva a prática do dia-a-dia em empresa ou função de determinado setor e aí esse aluno é desafiado a participar da construção dessa solução. E ainda dentro dessa experiência presencial, a gente consegue através da gravação da aula, depois da avaliação do aluno, entender qual é o grau de contribuição dele. Se quando o cara fala, o cara fala uma coisa que presta. Se quando ele fala consegue respeitar o próximo.

Se quando o próximo fala, ele também consegue respeitar. Quando ele está falando, se é uma fala assertiva, se há uma contribuição técnica ou não. Então você consegue ir medindo a gama de informações a respeito desse aluno que ao final de um programa, ao final de um tempo conosco, dá uma riqueza de informações superinteressantes a respeito do perfil dele.

Então a gente conhece o desempenho técnico dele dentro da plataforma.

O que a gente faz é, sabendo de um aluno que foi muito bem no case de renda fixa, que o cara teve uma excelente avaliação nas aulas relacionadas a renda fixa, por exemplo. Se ele vira para mim e diz que ele odeia renda fixa ou ele gosta de um outro assunto, eu vou buscar saber se o desempenho dele condiz com esse desejo dele. E aí quando a gente consegue observar um certo grau de distanciamento a gente tenta tratar isso. A gente pensa: pô, será que tem alguma coisa de errada aqui com ele? Vamos tentar explorar isso.

Da mesma maneira que a gente nota que o cara teve um excepcional desempenho, que estuda tudo com muito gosto, o número de contribuições dele foi muito maior do que o normal, a gente pensa: talvez esse cara tenha um talento, uma competência aqui.

E isso dá uma informação supervaliosa para a gente aproximar as empresas dele, entendeu? Então nós conseguimos saber se o cara teve uma contribuição boa, qual o grau da qualidade da contribuição. Se foi técnica ou se não foi. Se foi conceitual ou se foi situacional ou não e as informações se acumulam. Depois a gente entrega isso para as empresas de acordo com a demanda dela. Então, se o cara da empresa quer alguém para a área comercial que precisa ser comunicativo e técnico, eu não vou oferecer para esse cara alguém que é só técnico, mas é zero comunicativo.

O cara teve nove encontros para poder falar e não falou nada. Então, assim, aparentemente tem uma característica dele de ser um pouco retraído. Dessa forma, a gente tenta casar um pouco esse perfil do aluno junto com a empresa.

E outro ponto que também é importante é o fato de construir soluções práticas

Vamos dizer assim, onde o aluno precisa expor algum grau de contribuição para resolução e tal. A gente aproxima muito esse cara do que ele vai encarar na empresa. Nas aulas que ele tem conosco, tanto as presenciais quanto as à distância, ele entende o que é que são as linhas de negócio. Ele entende como é que as linhas de negócio ganham dinheiro. Os alunos entendem, o que o profissional, para ser alguém de sucesso em determinada linha de negócio, precisa ter como soft skill. A gente passa muito isso. Então assim, a distância entre o aluno ser um mero aluno e ser um profissional é razoavelmente abreviada depois do Master.

O Master In Financial Markets dura três meses. Então isso é para você ter uma noção de como nosso objetivo é acelerar esse processo e não travar o cara em uma cadeira o resto da vida.

Outro ponto que é importantíssimo:

Nos estudos de caso, como ele sempre está próximo dos sócios da empresa e também do atendimento que a gente faz, fazemos questão muito de uma coisa: de cortar as asas do cara que é bobão e deixar claro o mindset que ele precisa ter.

Existe um processo de seleção natural dentro dos cases, onde um cara que é bobão naturalmente acaba sendo podado. No bom sentido, claro, porque se a contribuição dele consistentemente não ajuda para a turma, ele vai receber algum feedback na aula a respeito disso. E esse feedback não precisa ser em público não. Isso pode ser em uma conversa, mas a questão é que ele precisa entender. E ele entende na maioria das vezes que esse feedback é dado em benefício dele. Não simplesmente para ser esculhambado. Muito pelo contrário. Eu já dei esse feedback várias vezes. Coisas de chamar o cara para conversar e falar: eu estou falando sobre o céu e você está falando sobre a Terra. Por que isso?

E aí você acaba descobrindo que o cara, na ânsia de querer contribuir, acaba atrapalhando. O cara eventualmente quer falar por falar e traz besteira, entendeu?

Então, de uma forma um pouco mais resumida, isso é como a nossa metodologia funciona:

  • Teórico +
  • Prático +
  • Estudos de casos com situações reais +
  • Abreviação entre a distância do cara ser um mero estudante para ele se tornar um profissional +
  • Identificação do perfil do cara para que a empresa seja muito mais bem-sucedida na seleção. E esse aluno seja muito mais bem-sucedido na escolha da empresa também.

A probabilidade do cara ser um profissional feliz e bem-sucedido e, consequentemente bem remunerado, é muito maior se ele estiver em um ambiente cercado de gente boa. E também feliz porque ele está trabalhando com um negócio que ele gosta e em uma boa empresa.

Então a probabilidade de isso tudo acontecer é razoavelmente maior.

Fontes:

  • Experiência alocando centenas de profissionais no Mercado Financeiro.
  • +100.000 horas observando as movimentações do Mercado.
  • Insights dos Sócios e Diretores das maiores casas de finanças do mundo.