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Como conseguir uma vaga no disputado mercado financeiro? Veja as dicas.

O candidato precisa saber responder ao menos sete perguntas sobre a empresa para se sair bem em uma entrevista de emprego no segmento
O mercado financeiro brasileiro deu um salto de expansão nos últimos anos – ainda que continue pequeno perto de grandes centros como Wall Street. Um dos melhores retratos desse crescimento é o recorde de investidores cadastrados na bolsa de valores e no Tesouro Direto atingidos neste ano.

A descentralização das plataformas de investimentos ajudou no processo. Os bancos deixaram de ser o único meio de acessar aplicações potencialmente mais rentáveis do que a poupança e o número de corretoras que se proliferou no setor jogou as taxas cobradas por serviços para baixo.

Com mais aplicações disponíveis e mais pessoas interessadas em investir, o número de profissionais necessários para atender esse público também cresceu e a disputa por uma vaga no setor – que costuma pagar bem – é acirrada.

Felipe Gentil, fundador e CEO da escola de negócios Proseek, afirma que há muito espaço para quem se interessa pela área. O Valor Investe listou aqui alguns dos profissionais mais procurados por investidores e o que cada um faz.

Para se dar bem no processo seletivo, Gentil afirma que o candidato precisa saber responder pelo menos sete das 10 perguntas abaixo:

Como a empresa gera lucro?
Quais são suas principais fontes de receita?
Quais são seus principais fatores de custo?
Qual o posicionamento de mercado?
Quais são os diferenciais competitivos da empresa?
Quem é o cliente ideal da empresa?
Em que áreas eu me encaixaria melhor e como poderia impactar o resultado da empresa em cada uma delas?
Qual o cenário competitivo (concorrentes, suas forças e fraquezas)?
Qual a visão de crescimento da empresa para os próximos 2, 5, 10, 20 anos?
Por que a empresa existe?

O profissional que é convidado para uma entrevista demonstrou no currículo que tem potencial de gerar retorno ao acionista. No mercado financeiro, em que a meritocracia é levada às últimas consequências, isso é ainda mais importante.

Na “hora H” é preciso provar que você é capaz de gerar dinheiro para a empresa e, para isso, precisa entender onde a empresa ganha dinheiro e onde gasta.

“Se você souber responder mais do que sete dessas perguntas [acima], dificilmente não será contratado. E as respostas estão no Google ou no Linkedin”, conta Gentil.

Formação é “commodity”

Ter boa formação universitária, alguma certificação (como CPA-10, CFP ou CNPI) e inglês fluente é visto hoje pelo mercado como uma “commodity”, explica Felipe Gentil, ou seja, não agrega nenhum diferencial ao currículo do candidato.

É o popular: não fez mais que a obrigação.

Além disso, certificações ou fluência em inglês é algo que pode ser adquirido ao longo da carreira e algumas ferramentas, como a tradução simultânea dão conta do recado em algumas situações.

“O trunfo dos profissionais está muito mais ligado a como ele liga as habilidades dele ao negócio e prova que tem condições de agregar valor à empresa“, diz Gentil.

Houve um tempo em que as pessoas eram contratadas pelo lado técnico e demitidas pelo comportamental, mas hoje elas são contratadas também pelas características comportamentais, segundo o executivo.

“É preciso saber se relacionar bem não só com outras pessoas, mas com outras áreas também. O profissional precisa ser capaz de extrair valor entre pessoas de diversas áreas”, diz.

Além disso, Gentil destaca que buscar cursos de áreas relacionadas à tecnologia que possam ampliar seus horizontes em relação à sua profissão e à empresa em que atua.

“Se não tiver noções de tecnologia, não estiver conectado com novas práticas de gestão, você não tem muito mais espaço para inovar“, diz.

Networking

Como era de se esperar, o networking também é muito importante para quem quer trabalhar no mercado financeiro, mas é necessário tomar cuidado para não cair na vala do “puxador de saco”.

O executivo da Proseek conta que há dois tipos de networking, o horizontal e o vertical.

No horizontal o profissional lida com pessoas do mesmo nível profissional. “Esse é mais fácil. Quanto mais valor você consegue gerar para o outro, mais vai conseguir criar relações verdadeiras e profundas que sejam mutualmente positivas”, diz.

No networking vertical, com profissionais com mais experiência e em hierarquia superior à sua, a mesma preocupação com geração de valor para o outro se mantém.

“Para essas pessoas, geração de valor tem outro significado e elas costumam ser mais interessadas do que parecem. Se você for sincero e dizer que quer aprender, elas estão abertas a responder”, conta Gentil, ressaltando que mesmo diretores financeiros e presidente de empresas respondem a comentários no LinkedIn.

O executivo explica que o candidato precisa se enxergar como uma empresa e investir em si mesmo para entregar um “produto” cada vez melhor e em coisas novas. “Faça por você, e não pela empresa ou pelo seu chefe”, diz.

Fonte: Valor Investe

https://valorinveste.globo.com/objetivo/empreenda-se/noticia/2019/07/23/como-conseguir-uma-vaga-no-disputado-mercado-financeiro-veja-as-dicas.ghtml

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